segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Volta para casa



Final do expediente, saio do prédio e sinto o bafo quente que sobe do asfalto. Sigo em direção ao estacionamento e observo o céu negro. Nas primeiras quadras uma fina garoa me acompanha. Na Avenida Engenheiro Rebouças, uma rua arborizada de Curitiba, o sol ofusca meus olhos e a chuva cai em pingos grossos de verão. De repente, a rua está seca! A chuva não chegou ali ainda. Prossigo debaixo do céu furioso e de frente para o sol poderoso. As nuvens se apresentam num espetáculo de brancos e cinzas com contornos reluzentes. As condições eram perfeitas para aparição do arco-íris, comecei a procurá-lo... E lá estava ele! Suave, delicado, quase imperceptível. Era para ser só a volta para casa após o trabalho, um dia comum como outro qualquer, mas a natureza rompeu a monotonia e deu um show para quem quisesse ver. 

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Frágeis graças á Deus



Ao ter uma pessoa próxima gravemente ferida devido a um acidente de trânsito, penso: por que não somos de ferro? Ou talvez de cobre? De prata...

Mas logo me vem à mente como seria se fossemos de algum material mais forte, como os abraços seriam duros e frios, como seriam os toques, os carinhos, os arrepios, as sensações gostosas de adrenalina, de aconchego ou de prazer...

Somos frágeis, graças à perfeição de Deus somos frágeis.


Comprar coisas e pagar com tempo de vida

A vida é muito mais que comprar, comprar e comprar! É triste ver que comprar se tornou o objetivo de vida de algumas pessoas.

Gostei muito da frase do Sr. José Mujica: "Quando compro algo, ou você compra, não pagamos com dinheiro, pagamos com o tempo de vida."

E outra da reportagem abaixo: “Não é que as coisas que compramos sejam ruins, o que faz delas ruins é o valor que colocamos nelas”



Este casal decidiu parar de comprar coisas durante um ano e seus filhos nem notaram


22 de setembro de 2015
Scott e Gabby, um casal do Tenessee, nos EUA, decidiram não comprar roupas, eletrônicos ou brinquedos por um ano, pois sentiam que tinham perdido o contato com o que realmente se importavam na vida.
Eles mantiveram o desafio em segredo dos seus filhos Audrey, de 5 anos, e Jake, de 7, e nenhum dois dois notou nenhuma mudança. Só o que mudou foi um aumento no tempo de qualidade que passaram juntos, o que eles adoraram.
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A família sentia que seus empregos corporativos e suas vidas agitadas os levaram a focar demais no que eles compravam e possuíam, ao invés das experiências que eles compartilhavam em família.
“Nós notamos que tínhamos ficado presos num imenso círculo vicioso de ‘quanto mais, melhor’”, disse Scott.
Gabby complementou: “nós ficamos tão viciados em comprar coisas que tivemos que fazer uma pausa e nos perguntar ‘o que isso está trazendo de bom para minha vida?’, e aí começamos dar mais importância às experiências”.
Então, em janeiro de 2013, o casal decidiu que eles só poderiam comprar coisas essenciais, como comida e combustível, mas excluindo roupas.
Eles também concordaram que iriam consertar todas as coisas que quebrassem, a menos que fosse mais barato substitui-las.
E por último, colocaram a regra de que todos os presentes teriam que ser ou na forma de uma doação ou de uma experiência em família.
Esses presentes vieram na forma de uma noite em um hotel no aniversário de Audrey, paga com pontos de um programa de fidelidade, e ingressos para um jogo de hóquei no aniversário de Jake, que foram doados por amigos da igreja.
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O desafio também significou que a família teve que se virar com o que já tinha, ao invés de comprar coisas novas.
Como presente de aniversário para um amigo de Jake, Scott fez em casa um “kit de experiência científica”, juntando uma garrafa de Coca Diet e um pacote de Mentos.
E não foram só as crianças que tiveram que se adaptar. Um certo dia, a maleta de couro de Scott quebrou logo antes de uma viagem importante de negócios. Em vez de comprar uma nova, ele achou uma mala de rodinhas roxa no sótão e a levou no lugar.
A família também passou mais tempo fazendo trabalho voluntário para caridade, e dizem que isso os aproximou, pois passaram a compartilhar mais experiências juntos.
Ele admite que o ano foi “desafiador”, mas diz que a família não se arrepende. E ao perguntar a seus filhos se notaram alguma coisa de diferente no ano de 2013, tudo que responderam foi que passaram mais tempo vendo amigos e parentes.
“Não é que as coisas que compramos sejam ruins, o que faz delas ruins é o valor que colocamos nelas”, disse o pai das crianças.
“Depois que o ano acabou, nós começamos a encarar as compras de um jeito diferente. Só vale a pena comprar coisas que realmente vão tornar a vida mais fácil e menos estressante. O resto são simplesmente objetos, distrações, coisas inúteis. Quando você remove esse ruído da sua vida, o seu propósito se torna muito mais claro. Nessa experiência nós tivemos que pensar o ‘porquê’ de comprar cada coisa. Isso definitivamente nos fez ser mais focados.”

24 horas

A cada ano parece que os dias tem menos horas. É confortante lembrar que eles continuam tendo 24 horas...





Onde é o paraíso?

Se o mundo não tivesse violência, maldade, ganância, arrogância, estupidez e tudo mais que se relaciona com o mal - o mundo seria o paraíso! Deus criou o paraíso, ele só está precisando, com urgência, ser restaurado...





30 anos!


Eu não sabia que seria uma idade tão emblemática na minha vida...

Como é bom ser adulta e independente!

Mas estranho perceber que já vivi 3 décadas.

Tudo isso já?

Parece que foi ontem que brincava com o Bidu, meu primeiro amor de 4 patas.

Com 10 anos, decidida, fui morar na praia com meus avós.
Mas sem deixar de estar com a minha mãe nunca.

Aos 14 me meti a pintar quadros, fazer exposições e até aulas dei!

Minha mãe me levava pra lá e pra cá, eu e meus quadros!

Aos 18 entrei na faculdade, fiz muito artesanato pra me virar.

Fazia agendas com linoleogravuras, vendia aos amigos e até pras Livrarias Curitiba.

Aprendi a dirigir e sonhava em pegar a estrada!

Suava frio pra chegar no bairro vizinho...

Me formei!

Continuei estudando, virei web designer, estudei pra concurso público. 

Passei!

Dentre tantos amigos, um era especial.

Tão especial que me apaixonei!

Casei!

A melhor e mais sábia decisão que tomei na minha vida!

Não "casar", mas com quem casei!

Hoje ele é parte de mim!

Aos trinta, olho para trás.

Não fiz todas as escolhas corretas, mas as melhores que podia.

Dei gargalhada, mas também chorei de tristeza.

Ganhei amigos e também perdi alguns deles pelo caminho.

Percebi que ter poucos amigos verdadeiros é muito melhor que ter muitos só por ter.

Descobri que cozinhar me faz tão bem!

Que ser grata a Deus todos os dias é a melhor opção!

Descobri que mentiras me tiram do sério.

E que sorvete com frutas e ovomaltine me faz feliz.

Hoje me conheço tão melhor!

Tenho lá as minhas inseguranças e incertezas.

Mas quem não tem?

Aos trinta, casada, e feliz!

Já poderíamos ser três...

Mas há hora certa para tudo nessa vida!

E que venham os próximos 30!


domingo, 2 de fevereiro de 2014

O melhor lugar do mundo!

Quem não gosta de viajar? Surpreendentemente já ouvi falar de pessoas que não gostam... Fico imaginando que existam motivos específicos para que não gostem. Talvez porque ficam enjoadas no ônibus ou no avião, talvez porque não queiram gastar dinheiro, talvez não tenham uma boa companhia, ou ainda, se sintam inseguras em lugares desconhecidos. Vai saber!

Viajar à trabalho pode ser a coisa mais entediante ou a mais emocionante. Aí, cada caso é um caso. Ir para um lugar bacana, mas sem aquela companhia que vc gostaria muito que estivesse ali com vc, pode ser frustrante. Mas de repente dá pra unir aquela viagem cheia de reuniões com alguns dias de folga... pode melhorar um bocado!

Já uma viagem de férias pode ser sonhada e muito bem planejada, com um roteiro detalhado, com reservas em hotéis, pontos turísticos a serem visitados, indicações de amigos, horários de chegadas e partidas. Ou... pode ser na louca, apenas um destino em mente, mochila nas costas, ou no porta malas, e a sorte de encontrar bons lugares para dormir, comer e se divertir. Se bem que "bons lugares" podem significar algumas coisas para uns e outras coisas para outros. Para alguns, um bom lugar para dormir precisa necessariamente no mínimo ser limpo; Para outros, se tiver uma cama já está louco de bom! Para outros ainda, a decoração e o atendimento precisam ser de primeira, senão a estadia deixou a desejar.

Viajar, conhecer os lugares lindos desse mundão, conhecer culturas, experimentar sabores, fazer compras, tirar muitas fotos... coisas boas da vida! Mas, voltar para casa, para o nosso lar, não tem preço! É chegar no melhor lugar do mundo.