Grande parte das dificuldades enfrentadas pelas empresas de design no Brasil vem do atraso cultural da população e, consequentemente, do empresariado nacional. Não existe um país com design forte, sem uma população esclarecida e bem educada. A desvalorização do design é grande e gera uma profusão de péssimas e equivocadas escolhas visuais em todos os setores da economia.
A criação do nome, marca e identidade visual (ou o redesenho) é o início de todo esse processo de organização visual de uma empresa. Esta etapa é essencial para um correto posicionamento da marca e definição de uma estratégia correta de penetração no mercado.
O envolvimento entre anunciante e estúdio de design é fundamental para o bom cumprimento deste processo. Engana-se quem acredita que o design aplica-se apenas para grandes empresas, com altos investimentos. Temos muitos exemplos de pequenos anunciantes que dão um show em comunicação visual e, em contraponto, grandes corporações com uma identidade antiquada e amadora.
Não podemos ignorar as dificuldades financeiras das empresas e as péssimas opções de angariação de recursos, principalmente no início da estruturação dos negócios.Mas existe uma falta de planejamento de comunicação por parte dos empresários. Destina-se menos de 1% da verba para investimento em design e identidade visual. Muitas vezes, o anunciante também quer encaixar em "toda" essa verba os custos de produção. Lamentável.
Design é investimento e não custo. O principal argumento que uso quando negocio custos de criação de marca é simples. Deve-se dividir o número de anos que gostaria que a empresa permanecesse no mercado pelo valor cobrado pela marca e identidade visual. Dificilmente a quantia mensal pela marca excederia 100 reais. Irrisório se pensarmos em todo o conjunto de valores que um projeto bem feito traria à empresa.
Design é estratégia de negócios e não artes plásticas. Comunicação para ser bem feita deve ser conduzida por especialistas.
Nessa área encontramos muito improviso, pois acredita-se que identidade visual é apenas mais um acessório. O empresário não percebe como o design pode alavancar vendas e encurtar o tempo de retorno dos negócios.
Analisemos então empresas que desde seu início investiram no design: Apple, Virgin, Starbucks. E outras empresas que ao longo dos anos perceberam no design uma vantagem competitiva: Samsung, LG, KIA.Investimentos em educação e cultura. Acessibilidade a recursos financeiros. Fórmulas básicas para começar a pensar em design. Pelo visto, continuaremos a ver muitas aberrações nas fachadas e cartões de visita.
Fonte: Zé Henrique Rodrigues é designer gráfico e sócio-diretor da Brainbox Design Estratégico. É professor universitário, coordenador e professor do curso de design da Lemon School e sócio-fundador do Clube de Criação do Paraná. Publicado no site www.mundodomarketing.com.br, acessado em 16/08/09.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
sábado, 26 de setembro de 2009
Carlos Drummond de Andrade
Cultura na veia pessoal!!!
Site do poeta Carlos Drummond de Andrade: www.carlosdrummonddeandrade.com.br
Site do poeta Carlos Drummond de Andrade: www.carlosdrummonddeandrade.com.br
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
A história das coisas (The Story of Stuff)
Tenho um celular que já dura alguns anos. Obviamente que o modelo já está ultrapassado e ele também não realiza mil e uma funções. Alguns amigos sugeriram aposentá-lo... O teclado não é tão molinho, o visor sequer é colorido e é claro que ele não tem câmera fotográfica. No entanto, só uso celular para receber e fazer ligações, receber e enviar mensagens; e para essas simples funções ele ainda funciona direitinho. Porque jogá-lo no lixo se ele ainda funciona? Não com tantos recursos disponibilizados no mercado, mas com os recursos que preciso.
Descobri que estou sendo vítima de um fenômeno chamado “Obsolência perceptiva”. Esse fenômeno nos convence a jogar fora coisas perfeitamente úteis. Diferentemente da “Obsolência planejada”que cria as coisas já com o propósito de irem para o lixo.
Vivemos em um sistema em crise, onde o valor das pessoas é medido pelo quanto consomem. Qual o objetivo de um anúncio senão nos fazer infelizes? Trabalhamos, consumimos, trabalhamos, consumimos, e reciclamos. Como se reciclar fosse a solução para continuarmos consumindo e parar de se debater entre os limites do planeta. Reciclar não é o suficiente. Qual a solução então? Qual o coração do problema?
A questão é tratada em um excelente vídeo que está sendo veiculado pela internet, mas que precisa surtir um efeito maior que o psicológico. Precisamos encontrar o coração do problema nas nossas vidas e fazer algo pelo grande organismo.
Vale a pena investir 21 minutos para assistir ao vídeo e quebrar algumas das máscaras do sistema.

Link para o vídeo.
“Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade de seus bens”. (Palavras de Jesus no livro de Lucas 12:14)
Descobri que estou sendo vítima de um fenômeno chamado “Obsolência perceptiva”. Esse fenômeno nos convence a jogar fora coisas perfeitamente úteis. Diferentemente da “Obsolência planejada”que cria as coisas já com o propósito de irem para o lixo.
Vivemos em um sistema em crise, onde o valor das pessoas é medido pelo quanto consomem. Qual o objetivo de um anúncio senão nos fazer infelizes? Trabalhamos, consumimos, trabalhamos, consumimos, e reciclamos. Como se reciclar fosse a solução para continuarmos consumindo e parar de se debater entre os limites do planeta. Reciclar não é o suficiente. Qual a solução então? Qual o coração do problema?
A questão é tratada em um excelente vídeo que está sendo veiculado pela internet, mas que precisa surtir um efeito maior que o psicológico. Precisamos encontrar o coração do problema nas nossas vidas e fazer algo pelo grande organismo.
Vale a pena investir 21 minutos para assistir ao vídeo e quebrar algumas das máscaras do sistema.
Link para o vídeo.
“Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade de seus bens”. (Palavras de Jesus no livro de Lucas 12:14)
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
CARTÃO DE VISITA
Muitos são conhecedores do meu interesse pela estética do cotidiano. Minha monografia, inclusive, abordou este tema. Agora descobri um lugarzinho super presente no cotidiano e que é pura estética. Quem não tem uma pasta, uma caixa repleta deles, ou pelo menos alguns na carteira?
Um pedaço de papel tão pequeno, com uma função tão importante, e que pode ser tão atrativo ou tão horrível.
O cartão de visitas geralmente é entregue no primeiro contato com o cliente, e portanto, é a primeira apresentação – deixará a primeira impressão para o receptor. A organização das formas, cores e informações precisa refletir a atmosfera da empresa ou do profissional. Ou seja, um cartão poluído visualmente pode perfeitamente passar a impressão de uma empresa desorganizada e nada profissional.
Outro fator visual importante é a quantidade de informações. O cartão deve conter apenas as informações mais relevantes e não uma lista de todos os produtos ou serviços oferecidos.
Desenvolver um cartão de visitas bonito realmente não é tarefa fácil. Ao contrário do que muitos pensam, não basta saber lidar no CorelDRAW e algumas horas precisam ser despendidas.
Um pedaço de papel tão pequeno, com uma função tão importante, e que pode ser tão atrativo ou tão horrível.
O cartão de visitas geralmente é entregue no primeiro contato com o cliente, e portanto, é a primeira apresentação – deixará a primeira impressão para o receptor. A organização das formas, cores e informações precisa refletir a atmosfera da empresa ou do profissional. Ou seja, um cartão poluído visualmente pode perfeitamente passar a impressão de uma empresa desorganizada e nada profissional.
Outro fator visual importante é a quantidade de informações. O cartão deve conter apenas as informações mais relevantes e não uma lista de todos os produtos ou serviços oferecidos.
Desenvolver um cartão de visitas bonito realmente não é tarefa fácil. Ao contrário do que muitos pensam, não basta saber lidar no CorelDRAW e algumas horas precisam ser despendidas.
sábado, 1 de agosto de 2009
Nós na Tela
A Revolução dos Bichos

A Revolução dos Bichos, como tantas outras na História, foi uma revolução traída. Trata-se de uma fábula e, por isso mesmo, diz respeito à conduta humana. A obra narra a história dos animais da Granja do Solar que, revoltados com os maus-tratos, se organizam e expulsam seu proprietário (humano). De posse da terra, seus líderes (porcos)começam a reordenar as atividades da granja, estabelecendo novos princípios de convivência social. Dessa forma funda-se uma nova tradição: cada bicho torna-se um camarada e a ação de todos visa ao bem comum.
No entanto, o espírito de rebeldia de seus líderes vai aos poucos transformando-se em ambição, e a revolução, de vitoriosa, torna-se um eficaz instrumento de dominação e controle. Como diria um dos personagens: “Todos os animais são iguais mas alguns animais são mais iguais que os outros”.
“A revolução dos bichos”, fábula de crítica ao totalitarismo, denuncia os caminhos distorcidos do poder ilimitado. Lançada em 1945, esta obra de George Orwell é considerada por muitos o maior libelo que até hoje se escreveu contra a dominação exercida em nome da liberdade.
No entanto, o espírito de rebeldia de seus líderes vai aos poucos transformando-se em ambição, e a revolução, de vitoriosa, torna-se um eficaz instrumento de dominação e controle. Como diria um dos personagens: “Todos os animais são iguais mas alguns animais são mais iguais que os outros”.
“A revolução dos bichos”, fábula de crítica ao totalitarismo, denuncia os caminhos distorcidos do poder ilimitado. Lançada em 1945, esta obra de George Orwell é considerada por muitos o maior libelo que até hoje se escreveu contra a dominação exercida em nome da liberdade.
O Mundo das Confeiteiras
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