sábado, 26 de setembro de 2009

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A história das coisas (The Story of Stuff)

Tenho um celular que já dura alguns anos. Obviamente que o modelo já está ultrapassado e ele também não realiza mil e uma funções. Alguns amigos sugeriram aposentá-lo... O teclado não é tão molinho, o visor sequer é colorido e é claro que ele não tem câmera fotográfica. No entanto, só uso celular para receber e fazer ligações, receber e enviar mensagens; e para essas simples funções ele ainda funciona direitinho. Porque jogá-lo no lixo se ele ainda funciona? Não com tantos recursos disponibilizados no mercado, mas com os recursos que preciso.

Descobri que estou sendo vítima de um fenômeno chamado “Obsolência perceptiva”. Esse fenômeno nos convence a jogar fora coisas perfeitamente úteis. Diferentemente da “Obsolência planejada”que cria as coisas já com o propósito de irem para o lixo.

Vivemos em um sistema em crise, onde o valor das pessoas é medido pelo quanto consomem. Qual o objetivo de um anúncio senão nos fazer infelizes? Trabalhamos, consumimos, trabalhamos, consumimos, e reciclamos. Como se reciclar fosse a solução para continuarmos consumindo e parar de se debater entre os limites do planeta. Reciclar não é o suficiente. Qual a solução então? Qual o coração do problema?

A questão é tratada em um excelente vídeo que está sendo veiculado pela internet, mas que precisa surtir um efeito maior que o psicológico. Precisamos encontrar o coração do problema nas nossas vidas e fazer algo pelo grande organismo.

Vale a pena investir 21 minutos para assistir ao vídeo e quebrar algumas das máscaras do sistema.

video

Link para o vídeo.


“Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade de seus bens”. (Palavras de Jesus no livro de Lucas 12:14)

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Cartão de visitas

Muitos são conhecedores do meu interesse pela estética do cotidiano. Minha monografia, inclusive, abordou este tema. Agora descobri um lugarzinho super presente no cotidiano e que é pura estética. Quem não tem uma pasta, uma caixa repleta deles, ou pelo menos alguns na carteira?

Um pedaço de papel tão pequeno, com uma função tão importante, e que pode ser tão atrativo ou tão horrível.

O cartão de visitas geralmente é entregue no primeiro contato com o cliente, e portanto, é a primeira apresentação – deixará a primeira impressão para o receptor. A organização das formas, cores e informações precisa refletir a atmosfera da empresa ou do profissional. Ou seja, um cartão poluído visualmente pode perfeitamente passar a impressão de uma empresa desorganizada e nada profissional.

Outro fator visual importante é a quantidade de informações. O cartão deve conter apenas as informações mais relevantes e não uma lista de todos os produtos ou serviços oferecidos.

Desenvolver um cartão de visitas bonito realmente não é tarefa fácil. Ao contrário do que muitos pensam, não basta saber lidar no CorelDRAW e algumas horas precisam ser investidas.




sábado, 1 de agosto de 2009

Nós na Tela


Vale a pena clicar e assistir as 9 vinhetas e o documentário produzidos pelo Nós na Tela em parceria com a Casa da Videira, Canal Futura e TV Lúmen.
Excelente temática e produção!

A Revolução dos Bichos


A Revolução dos Bichos, como tantas outras na História, foi uma revolução traída. Trata-se de uma fábula e, por isso mesmo, diz respeito à conduta humana. A obra narra a história dos animais da Granja do Solar que, revoltados com os maus-tratos, se organizam e expulsam seu proprietário (humano). De posse da terra, seus líderes (porcos)começam a reordenar as atividades da granja, estabelecendo novos princípios de convivência social. Dessa forma funda-se uma nova tradição: cada bicho torna-se um camarada e a ação de todos visa ao bem comum.

No entanto, o espírito de rebeldia de seus líderes vai aos poucos transformando-se em ambição, e a revolução, de vitoriosa, torna-se um eficaz instrumento de dominação e controle. Como diria um dos personagens: “Todos os animais são iguais mas alguns animais são mais iguais que os outros”.

“A revolução dos bichos”, fábula de crítica ao totalitarismo, denuncia os caminhos distorcidos do poder ilimitado. Lançada em 1945, esta obra de George Orwell é considerada por muitos o maior libelo que até hoje se escreveu contra a dominação exercida em nome da liberdade.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Um objetivo transformador...

Na alegria ou na tristeza
Na saúde ou na doença
Com excelentes, suficientes ou suportáveis condições
Surge um objetivo transformador:
O de aprender algo novo todos os dias.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

"Diários de uma Motocicleta"

Filme: "Diários de uma Motocicleta"
Diretor: Walter Salles

Che Guevara (Gael García Bernal) era um jovem estudante de Medicana que, em 1952, decide viajar pela América do Sul com seu amigo Alberto Granado (Rodrigo de la Serna). Meio de transporte? A "poderosa" - uma motocicleta! Abarrotada de mochilas, e até levando um cachorro por certo trajeto, ela desequilibra, cai e quebra diversas vezes até vir a falecer definitivamente.

Che e Alberto então passam a seguir viagem através de caronas e caminhadas, sempre conhecendo lugares, culturas, ouvindo histórias, explorando a humanidade deles e de quem conheciam.

Profundo e sensível...
Um filme espetacular!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Sem emprego sim, sem trabalho não!

É preferível estar desempregado a estar empregado sem trabalho.
Uma carteira de trabalho pode estar assinada, mas o seu proprietário não necessariamente estar trabalhando. Trabalhar pode ser entendido como transformar uma situação, uma realidade, solucionar problemas e caminhar rumo ao benefício de pessoas. Esta atividade não é feita somente quando se está empregado, pode ser feita também quando se está desempregado.

Obviamente nem todos optam por trabalhar desempregados, afinal, se você não tem horário para chegar à empresa, pode dormir até as 11h e assistir filmes o resto do dia esperando que alguém te ligue para uma entrevista. Estes justificam a desvalorização do que se vive neste período. A questão é que é possível adquirir muita experiência sem o tal emprego, mas infelizmente, experiência desvalorizada no currículo.

Aos meus 23 anos, tenho apenas duas assinaturas em carteira. A primeira, em 2007, posso garantir que foi um emprego co trabalho, onde permaneci por 9 meses e aprendi muito. Apenas saí porque era remunerada como vendedora, sendo que ao passar dos meses assumi funções de gerência...até entrevista com novos funcionários fiz. A segunda, em 2009, pude experimentar o que é estar empregada sem trabalho. A “experiência” durou 15 dias. Provavelmente se tivesse continuado, seria considerado interessante para o meu currículo, mas não para minha vida! Interessante para a minha vida, para o meu currículo, para a minha experiência profissional, foi o meu trabalho desde 14 anos quando comecei a dar aulas de pintura num shopping. Tive aluna que tinha o triplo da minha idade e precisei superar o medo. Com esforço e técnica, e não dom, consegui fazer exposições de telas em vários lugares da cidade. Precisei superar a timidez, montar portfólios, fazer contatos. Na faculdade, em meio a tantos trabalhos práticos e seminários, precisei também fazer estágio, e lá decidi que professora não queria ser, ao menos não de adolescentes... Pelo fato do curso ter sido no período da tarde, mais uma vez tive que optar pelo trabalho sem emprego: produzi agendas artesanais. A produção cresceu e até de ajudante precisei. Vendia, consignava e até com livraria renomada comercializei. Saí da universidade com um diploma em mãos e sem um emprego, lá fui eu continuar estudando e trabalhando! Abri uma empresa com minha irmã, a qual administrei até surgir um emprego. Aquele lá de cima, de 9 meses... Gostava muito da rotina administrativa, dos desafios diários! Para contrabalançar tive também uma experiência como educadora numa ONG, da qual escrevi em posts anteriores e na qual cresci pessoalmente, mas mais uma vez trabalho sem emprego. Apenas vida, experiência, trabalho! Antes mesmo de terminar um curso de 2 anos de web design, já estava fazendo sites, os quais sempre pegava com receio de não conseguir terminar, mas sempre acabou tudo bem.

Neste trajeto, fiz cursos de extensão universitária, curso de encadernação, curso de oshibana, cursos de inglês, cursos de web design, cursos para prestar concurso, fiz carteira de motorista... Assisti palestras proferidas por grandes nomes como Ana Mae Barbosa, Cézar Souza, Oscar Schmidt, Amyr Klink...

E certamente vivi muito mais do que relatei aqui...

Na dificuldade de encontrar um emprego para trabalhar, cheguei a pensar que nada foi válido. Que talvez fosse melhor ter escolhido um curso pelo retorno financeiro e ter trabalhado numa empresa com estabilidade. Mas estou certa que não, que minha dedicação em aprender, minha disciplina, minhas iniciativas empreendedoras, nada foi em vão.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Boas leituras

Segundo ano na universidade, aula de Pedagogia; a professora solicita a leitura de um pequeno livro de autoria do Paulo Freire: Pedagogia da Autonomia. Sou péssima para lembrar nomes; de pessoas, filmes, músicas e também de livros. Mas registrei este inclusive junto ao sentimento que ele despertou. O meu desejo era sair distribuindo aquele pequeno e precioso livrinho para todos os professores, inclusive para todos os que me deram aulas nos anos anteriores à faculdade. Como minha professora de Pedagogia havia falado, é realmente uma leitura de cabeceira.

No início de 2007, um amigo que agora é meu namorado, me falou a respeito de outro livrinho. Pequeno como o do Paulo Freire e tão precioso quanto: “O Discípulo” de Juan Carlos Ortiz. O exemplar do meu amigo estava velho e até o presenteei com um novo, mas acabei não lendo. Agora estou lendo-o e acabo de ver que sua primeira edição foi em 1980, é mais velho que eu! Mas a questão é que ele despertou em mim um sentimento semelhante ao outro livro. Uma vontade de proporcionar esta leitura a todos aqueles que se dizem crentes, evangélicos ou cristãos seguidores de qualquer denominação. A propósito, eu sou cristã e não sou muitas outras coisas.

Como disse o Dr. W. Stanley Mooneyham: “Juan Carlos Ortiz é um escritor sincero e franco que não faz uso de meias palavras” (p.09). Em capítulos curtos e muito objetivos Ortiz nos leva a pensar sobre uma vida “cristã” que aprendemos e não questionamos, sobre o marasmo espiritual que muitos vivem, sobre a absurda inversão de valores dentro da igreja.


“O que é um discípulo? Discípulo é aquele que segue a Jesus
Cristo. Ser cristão não significa automaticamente ser discípulo, embora os
cristãos sejam membros do Reino de Deus. Seguir a Cristo implica em aceitá-lo
como Senhor; significa servi-lo como um escravo. Também significa amar e
louvar.” (p.11)

A palavra Senhor no nosso contexto tem um sentido completamente diferente da época em que Jesus esteve aqui. Segundo Ortiz:


“O césar romano era o Senhor. Em verdade, quando os
funcionários públicos ou soldados se encontravam na rua, tinham que saudar uns
aos outros com as palavras: 'César é o Senhor!' e a resposta invariavelmente
era: 'Sim; César é o Senhor!'


Por isso, os cristãos tiveram que enfrentar um
grande problema. Sempre que alguém os saudava com estas palavras: 'César é o
Senhor!', eles respondiam: 'Não; Jesus Cristo é o Senhor.' Em pouco tempo esta
prática começou a causar-lhes dificuldades.” (p.13)

Hoje falamos do “Senhor” muitas vezes como se estivéssemos falando do Senhor João ou do Senhor Roberto ou do Senhor Mário... Esquecemos que O Senhor é o rei, é quem nos deu a vida e nos suporta todos os dias, é a autoridade máxima. Somos escravos deste Senhor e de nenhum outro.


“Os evangelistas dizem: ‘Jesus está batendo a porta do seu
coração. Por favor, abram a porta! Não vêem que ele está lá fora, de pé, ao frio
e ao vento? Coitado de Jesus! Abram a porta para ele. ’ Não é de se espantar que
o ouvinte pense que está fazendo um grande favor ao Senhor, ao tornar-se
cristão.

Costumamos dizer às pessoas: ‘Se vocês aceitarem a Jesus, vocês
terão alegria, paz, saúde, prosperidade... Se derem a Jesus cem cruzeiros,
receberão de volta duzentos cruzeiros.’ Estamos sempre apelando para os
interesses humanos. Jesus é o Salvador, a cura para nosso corpo, é o Rei que
virá para mim. Este mim é o centro de nosso evangelho.

Nossas reuniões são centralizadas no homem. O arranjo do mobiliário, as cadeiras, o púlpito – tudo aponta para o homem. (...) ‘E o culto não deve passar de uma hora para que o povo não se fadigue. ’ Onde é que está Jesus, o Senhor?

A letra de nossos hinos segue na mesma linha. ‘Conta as bênçãos!’ ‘Cristo é meu!’ ‘Estou feliz com Jesus!’ Nossas orações também se centralizam no homem. (...) Esta
petição nunca foi por amor de Cristo. É por amor a nós! É certo que muitas vezes
empregamos as palavras corretas, mas com a atitude errada. Enganamos a nós
mesmos.” (p.14 e 15)


No quinto evangelho, o Evangelho Segundo os Santos Evangélicos, há mandamentos que diferentemente dos outros evangelhos, são optativos. Sim,


“Você faz se quiser, mas se não quiser, está tudo certo
também.
Mas não é assim o evangelho do Reino.” (p.19)

Eu gostaria de citar muitas das reflexões do autor, mas melhor será se eu conseguir despertar em outros o desejo de ler o livro inteiro, e mais importante do que apenas ler, refletir e mudar no que for preciso para se tornar um discípulo melhor.
Para finalizar, transcrevo alguns trechos sobre louvor.

“O que é louvar? Qualquer dicionário nos dirá que louvar é
reconhecer as virtudes de alguém.


Louvar não é apenas repetir a palavra
louvor. Se eu estou num culto, e ouço alguém dizer um belíssimo solo, eu não me
dirijo a esta pessoa e fico a repetir: ‘Eu o louvo! Eu o louvo! Eu o louvo!’
Isto não é louvar. Tenho que louvá-lo por algo que ele fez. (...)


Nossas palavras são como caixas vazias. (...)
Nós chegamos à igreja puxando um
carrinho de mão cheio de caixas belamente embaladas e atadas com lindas fitas,
ostentando cartões que trazem os dizeres: ‘Glória a Deus!’ ‘Aleluia!’ ‘Glória a
Deus!’ e ‘Amém!’
E os pastores dizem: ‘Que gente maravilhosa! Eles trazem
tanto louvor à igreja!’
E todas as caixas são levadas para o altar.
Mas quando Deus as abre, não encontrará nada dentro.” (p.75 e 76)