segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Um texto sem pé nem cabeça

Estava com vontade de escrever, mas escrever sobre o que?

Bom, poderia escrever sobre a reportagem sobre a vida luxuosa de ricaços que assisti ontem e me deixou indignada. Mais uma vez indignada, pois nunca entendi e espero nunca conseguir entender como alguns podem ter vidas tão supérfluas e gastar tanto dinheiro com caprichos enquanto outras pessoas (no mesmo planeta, no mesmo país, na mesma cidade e até no mesmo bairro!) não tem onde dormir, o que vestir e o que comer. Os 899 mil da Ferrari vermelha de cinema poderiam mudar a vida de quantas famílias? Os 45 mil que custa um par de brincos mesmo com o desconto de 10% ainda poderiam tirar da miséria algumas vidas. Os 500,00 gastos em ofurô para uma pequena pincher relaxar do seu estresse são o mesmo valor que muitos trabalhadores ganham ao final do mês. Há! E o valor de um patezinho para essa mesma pincher, 70,00, poderiam fazer a tranquilidade pelo menos por uns dias de uma mãe que não tem dinheiro para c
omprar comida para seus filhos.

Poderia falar também sobre viver um grande amor. Essa expressão parece tão banalizada, tão "noveleira", mas tenho provado que não é uma balela comercial de dia dos namorados. Dias atrás falei ao meu marido que o amava tanto que era estranho, afinal nem nascemos juntos! E agora não conseguimos imaginar nossas vidas um sem o outro. Somos um no sentido mais profundo da singularidade. Se ele está feliz, eu também estou. Se eu estou triste, ele faz de tudo pra me alegrar. Sonhamos juntos, planejamos juntos, vivemos tudo muito juntos! Tiram sarro por eu fazer janta de vez em quando para agradá-lo, mas acordar todos os dias com beijos carinhosos também não é para qualquer esposa. O casamento é feito de pequenas atitudes diárias e depende de nós definirmos se essas atitudes durarão um ano, dois anos, ou até que a morte nos separe.

Apesar dos dois temas anteriores descreverem um pouco sobre mim, poderia falar mais a meu respeito mesmo. Melhor falar de mim do que dos outros, certo? Afinal não gosto de fofocas, de burburinhos, de excesso de assuntos supérfluos. Um pouquinho todo mundo gosta e acho que até faz bem. É como assistir novela sabendo que nada te acrescentará, mas naquele momento você não quer pensar em nada mais. Penso que é melhor ficar quieta a simplesmente preencher o silêncio contando vantagens e procurando se colocar acima de alguém. Consumismos desmedidos e absurdos estéticos me repelem. Sim, sou mesmo fora dos padrões em diversos aspectos. Mas não procuro entrar na forma não, na verdade estou preocupada em me manter fora dela! Quero mais é ser autentica, ter minha família sempre por perto, ter uma vida simples, repleta de amor e de amigos, de momentos felizes!


E para finalizar este texto sem pé nem cabeça, duas frases de Richard Foster, do livro A liberdade da simplicidade – encontrando harmonia num mundo complexo.


“A paixão pelos bens materiais infestou a cultura contemporânea”. p.19


“Escravizar-se à opinião alheia tem sido em grande escala a fonte da hipocrisia que domina a sociedade atual”. p.31