quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Precicle!


Algumas visitas já perceberam uma novidade na minha casa... ela fica no banheiro, escondidinha dentro do lixo, mas é impactante! Impactante na diferença que faz ao ser descartada quando já usada. Confesso que não sei exatamente pra onde vai o lixo recolhido do meu prédio, se pra um lixão, pra um aterro sanitário... mas tenho certeza que o lixo que sai do meu banheiro agora agride bem menos o meio ambiente! Se antes levava entre 30 e 40 anos para se decompor, agora está levando alguns meses! 


Ouvi falar algumas vezes sobre saquinho de jornal para lixeira do banheiro, mas não acreditava que dava certo. Até que resolvi comprar um jornal e experimentar. É super fácil de fazer - vários sites na internet ensinam - e não é que o saco fica firme e suporta super bem os papéis? Quando está cheio, fecho com dois pedaços de fita crepe e pronto! Simples assim! Há! E fiquei mais feliz ainda quando descobri que um colega do trabalho tem assinatura de jornal e nenhuma utilidade pra ele depois de lido... ou seja, está tudo virando lixinho!

Se você é abonado (rsrs) e tem uma secretária do lar, ensine ela a fazer lixinhos de jornal! Está na moda ser ecológico! E espero que essa moda pegue pra valer! E talvez ela faça na casa dela também... serão mais dois lares poluindo menos! Se você tem filhos, os envolva nessa cultura ecológica! Se não tiver secretária do lar nem filhos como eu, faça você mesmo! 

A decisão de estragar um pouco menos o nosso planeta com pequenas, mas importantes atitudes tais como ter uma lixeira orgânica, separar o lixo reciclável e fazer lixo de jornal requer um pouco de trabalho sim. É tão mais fácil jogar as embalagens de shampoo, desodorante e outros produtos que utilizamos no banheiro no próprio lixo do banheiro. Mas por favor! Vamos deixar a preguiça de lado, dar alguns passos a mais (se sua casa não for uma mansão) e jogar o lixo reciclável no lixo reciclável! Até que se torne um hábito. Um excelente hábito.

O título deste post tomei emprestado do texto de Pólita Gonçalves, publicado no site www.lixo.com.br , o qual transcrevo abaixo:


Precicle!
Você sabe o que é preciclar?

É muito simples!

É pensar antes de comprar.
40% do que nós compramos é lixo.


São embalagens que, quase sempre, não nos servem para nada, que vão direto para o lixo aumentar os nossos restos imortais no planeta.

Poderia ser diferente?
Tudo sempre pode ser melhor.

Pense no resíduo da sua compra antes de comprar. Às vezes um produto um pouco mais caro tem uma embalagem aproveitável para outros fins.

Estes são os 3 R's:
Reduzir, Reutilizar e Reciclar


Reduzir o desperdício,
Reutilizar sempre que for possível antes de jogar fora, e
Reciclar, ou melhor: separar para a reciclagem, pois, na verdade, o indivíduo não recicla (a não ser os artesãos de papel reciclado).

O termo reciclagem, tecnicamente falando, não corresponde ao uso que fazemos dessa palavra pois reciclar é transformar algo usado, em algo igual, só que novo.
Por exemplo, uma lata de alumínio, pós-consumo, é transformada, através de processo industrial, em uma lata nova.
Quando transformamos uma coisa em outra coisa, isso é reutilização.
O que nós, como indivíduos, podemos fazer, é praticar os dois primeiros R's: reduzir e reutilizar.
Quanto à reciclagem, o que nós devemos fazer é separar o lixo que produzimos e pesquisar as alternativas de destinação, ecologicamente corretas, mais próximas.

Pode ser uma cooperativa de catadores ou até uma instituição filantrópica que receba material reciclável para acumular e comercializar.

O importante é pensarmos sobre os 3 R's procurando evitar o desperdício, reutilizar sempre que possível e, antes de mais nada,

preciclar!

Ou seja: Pensar antes de comprar.
Pensar no resíduo que será gerado.

Evite embalagens plásticas: elas poderão ser transformadas em produtos plásticos reciclados. O vidro é totalmente reciclável e muito mais útil em termos de reutilização da embalagem.

Preciclar é pensar que a história das coisas não acaba quando as jogamos no lixo. Tampouco acaba a nossa responsabilidade!

Pólita Gonçalves



Tempo (aproximado) de decomposição de materiais
A tabela de tempo de decomposição de materiais é um poderoso instrumento de sensibilização que, invariavelmente, faz as pessoas pensarem na sua responsabilidade individual com relação ao lixo. Há porém, muita variação da informação . Isso se deve ao fato de que o tempo de decomposição deverá variar de acordo com as condições do solo ou ambiente em que os materiais foram descartados. A campanha do Ziraldo por exemplo se refere a materiais descartados na água do mar que tem condições de acidez, oxidação entre outras que vão afetar o material diferentemente do descarte no solo. De qualquer maneira esses dados são incontestes no que se refere ao fato de que o lixo continua existindo depois que o jogamos na lixeira e devemos portanto verificar todas as possibilidades de reintroduzí-lo na cadeia produtiva da reciclagem ou de aumentar o seu ciclo de vida.

FONTE:
Campanha
Ziraldo
Comlurb website
SMA
São Sebastião
DMLU
POA
UNICEF
website
Material





Casca de banana ou laranja

2 anos
2 a 12 meses


Papel
3 a 6 meses

De 3 meses a vários anos
2 a 4 semanas
3 meses
Papel plastificado

1 a 5 anos



pano
6 meses a 1 ano




Ponta de cigarro
5 anos
10 a 20 anos
De 3 meses a vários anos

1 a 2 anos
Meias de lã

10 a 20 anos



Chiclete
5 anos
5 anos
5 anos

5 anos
Madeira pintada
13 anos



14 anos
Fralda descartável




600 anos
Nylon
Mais de 3 anos



30 anos
Sacos plásticos

30 a 40 anos



Plástico
Mais de 100 anos

Mais de 100 anos
450 anos
450 anos
Metal
Mais de 100 anos
Até 50 anos
10 anos
100 anos

Couro

Até 50 anos



Borracha
Tempo indeterminado




Alumínio

80 a 100 anos
Mais de 1000 anos
200 a 500 anos
200 a 500 anos
Vidro
1 milhão de anos
Indefinido
Mais de 10 mil anos
Indeterminado
4 mil anos
Garrafas plásticas

Indefinido



Longa vida


100 anos


Palito de fósforo


6 meses



segunda-feira, 21 de maio de 2012

Um coração sem rugas



Há uma propaganda da margarina Becel que diz que se as pessoas pudessem ver seus corações cuidariam melhor deles. Eu não tenho a menor dúvida que isso aconteceria, não primordialmente por uma questão de saúde, mas de estética. O ser humano anda tão preocupado com a aparência, com o que os outros podem ver, que características realmente importantes da vida parecem irrelevantes. Se as pessoas cuidassem dos seus corações como cuidam da estética, o mundo certamente seria melhor.

Algum tempo atrás o Fantástico apresentou uma reportagem sobre os perigos das escovas progressivas. Marroquina, indiana, de chocolate... são dezenas de nomes para os tratamentos de alisamento de cabelos em menor ou maior grau. Mas a pesquisa mostrou que produtos estão sendo adulterados e a fórmula final é extremamente cancerígena, podendo causar a doença a longo prazo. Infelizmente, para muitas mulheres, o que importa é estar bonita e quase nada mais. Só conhece o vale escuro que é o câncer quem já passou por ele ou muito perto de quem esteve lá. Não saber dos perigos que um tratamento estético pode causar e se submeter aos riscos é preocupante, mas saber dos riscos e mesmo assim se submeter é tolice.

Com o passar dos anos começam a aparecer rugas, estrias, celulites, pintas, uma gordurinha aqui e outra ali. O corpo e a disposição já não são mais os mesmos, assim como a mente e o coração também não. Relacionamentos são construídos e destruídos, alguns se mantém aos trancos e barrancos, e felizmente há os que fazem a vida valer a pena. Mas ao longo do caminho de muitos, mágoas, decepções, coisas mal resolvidas vão sendo guardadas em um cantinho escuro do coração. E assim como existem as clínicas estéticas para cuidar do corpo, existem os tratamentos psicológicos e espirituais para cuidar do coração, do espírito e da mente. Mas a proporção me parece tão diferente... talvez seja impressão. Afinal, não podemos ver os corações uns dos outros. Mas tenho a nítida impressão que uma quantidade considerável de pessoas está infinitamente mais preocupada em cuidar das rugas das suas faces do que das rugas dos seus corações.


Um coração leve, claro e limpo
bate tranquilo dentro de um corpo com alta auto estima,
com vontade de se cuidar em todos os sentidos
espirituais, emocionais e estéticos.
Um corpo saudável
contribui para uma vida saudável
a qual contribui para um mundo melhor.
Menos doenças, menos violência, menos tristeza
Parece utopia.
Mas não acredito que seja.

domingo, 6 de maio de 2012

Infelicidade


“Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade.”
Carlos Drummond de Andrade

Por mais que a gente goste do nosso trabalho, sexta feira é sempre um bom dia não é? Pra quem trabalha de segunda à sexta, este último dia de labuta precede dois dias de descanso; dois dias nos quais podemos fazer o que quisermos com nosso tempo. Pra quem não gosta do que faz, de onde ou com quem trabalha, nem se fala... a sexta feira demora a chegar e é festejada!

Na última sexta feira, ao encontrar um colega de trabalho – um estagiário, perguntei se estava tudo bem. Ele respondeu: Vai indo ... Como assim vai indo? Não está tudo bem? E ele, com um sorriso amarelo no rosto, respondeu: Há! É que hoje é sexta . Não compreendendo, insisti em entender... e pra minha surpresa e indignação ele respondeu: Hoje é sexta, mas segunda feira já tenho que trabalhar novamente. Não era possível! Ele não estava brincando! Ele realmente estava infeliz porque na segunda feira teria que trabalhar novamente! Não vou entrar na questão se o trabalho dele é a melhor ou pior coisa do mundo, mas no fato dele sequer conseguir encontrar uma saída pra se sentir bem – seja no ambiente profissional ou fora dele. Isso é assustador!

Essa rápida conversa me fez lembrar outra que tive com um colega – neste caso alguém mais velho, que ao voltar de uma licença especial de três meses, comentou que não havia aproveitado muito porque sua enteada de dez anos não o deixava descansar. Que era melhor estar no trabalho que em casa. Neste caso é legal constatar que a rotina profissional não é tão horrível como muitos pintam; mas é triste constatar que estar com a família, podendo ter um tempo de qualidade com ela, seja pior que estar no trabalho.

Parece que o conceito de felicidade está tão deturpado que é necessário acontecer algo extraordinário para que então alguém possa se dizer feliz, se dar o prazer de se sentir feliz, ou no mínimo estar “de bem com a vida”. É mais ou menos assim: quando eu ganhar na mega sena serei muito feliz! O problema é que a chance de você ganhar e ficar extraordinariamente rico é mínima, e se você não prestar atenção nas pequenas coisas boas da vida, viverá encontrando pequenas coisas ruins pelo caminho. Com as pequenas pedras que vai encontrando, é muito fácil construir uma montanha de infelicidade, mesmo sem ter um motivo extraordinário para isso.

“Quantas vezes a gente, em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura
Tendo-os na ponta do nariz!”
Mário Quintana

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Páscoa

Durante a semana inteira escutei o pessoal falando sobre os ovos de chocolate que iriam comprar para namorados, maridos, filhos... Não ouvi ninguém falando sobre a felicidade de Jesus estar vivo! Afinal de contas, os ovos são para relembrar o sacrifício e ressurreição de Jesus. Se alguém não acredita nesse fato, não tem o que comemorar.

Quem tem muito a comemorar é o comércio com a cultura que se instaurou da troca de chocolates na época da Páscoa. Não importa se a família passa por dificuldades, ela pode parcelar suas compras em 10X sem entrada e sem juros. Passará o restante do ano pagando uma conta por ter enchido as barriguinhas de chocolate. Será que Jesus aprova este endividamento em massa por sua causa? Será?

Definitivamente chocolate é uma delícia! Mas os ovos de chocolate viraram símbolo de poder, de status. Qual a marca, o tamanho, a quantidade de ovos que você ganhou revela um falso poder econômico.

Eu e meu marido decidimos sair do sistema este ano e não trocar chocolates, em pensar no real significado da Páscoa e comemorar de outra forma. Não que eu considere errado trocar ovos, mas é bom agir contra cultura de vez em quando e repensar as tradições. É como nadar contra a corrente, afinal Páscoa tem que ter chocolate! Ou será que tem que ter Jesus?

Gostei da forma como um amigo se referiu à Páscoa e cito abaixo:

Vitória sobre a morte;

Liberdade do jugo do pecado;

Esperança de vida eterna!


Feliz Páscoa para todos!!!

Agradeço, e continuo.

Pois é... numa crise de baixa auto estima literária / social resolvi tirar o blog do ar. O que escrevo não contempla profundas explanações acerca de economia, política, moda, arquitetura, culinária, nem mesmo de fofocas nos seus mínimos detalhes. O que me atraí são detalhes sutis da vida, transformações das quais temos controle parcial; ou até coisas importantes da vida abordadas por um olhar leigo, uma simplificação do complicado.

Sinto profundamente, mas a profundidade possui a mesma dimensão da dificuldade que tenho em expressar o que sinto. Realmente pensei que ninguém sentiria falta dos meus textos... Mas descobri que tem quem gaste tempo lendo o que escrevo. Agradeço, e continuo.