quinta-feira, 5 de abril de 2012

Páscoa

Durante a semana inteira escutei o pessoal falando sobre os ovos de chocolate que iriam comprar para namorados, maridos, filhos... Não ouvi ninguém falando sobre a felicidade de Jesus estar vivo! Afinal de contas, os ovos são para relembrar o sacrifício e ressurreição de Jesus. Se alguém não acredita nesse fato, não tem o que comemorar.

Quem tem muito a comemorar é o comércio com a cultura que se instaurou da troca de chocolates na época da Páscoa. Não importa se a família passa por dificuldades, ela pode parcelar suas compras em 10X sem entrada e sem juros. Passará o restante do ano pagando uma conta por ter enchido as barriguinhas de chocolate. Será que Jesus aprova este endividamento em massa por sua causa? Será?

Definitivamente chocolate é uma delícia! Mas os ovos de chocolate viraram símbolo de poder, de status. Qual a marca, o tamanho, a quantidade de ovos que você ganhou revela um falso poder econômico.

Eu e meu marido decidimos sair do sistema este ano e não trocar chocolates, em pensar no real significado da Páscoa e comemorar de outra forma. Não que eu considere errado trocar ovos, mas é bom agir contra cultura de vez em quando e repensar as tradições. É como nadar contra a corrente, afinal Páscoa tem que ter chocolate! Ou será que tem que ter Jesus?

Gostei da forma como um amigo se referiu à Páscoa e cito abaixo:

Vitória sobre a morte;

Liberdade do jugo do pecado;

Esperança de vida eterna!


Feliz Páscoa para todos!!!

Agradeço, e continuo.

Pois é... numa crise de baixa auto estima literária / social resolvi tirar o blog do ar. O que escrevo não contempla profundas explanações acerca de economia, política, moda, arquitetura, culinária, nem mesmo de fofocas nos seus mínimos detalhes. O que me atraí são detalhes sutis da vida, transformações das quais temos controle parcial; ou até coisas importantes da vida abordadas por um olhar leigo, uma simplificação do complicado.

Sinto profundamente, mas a profundidade possui a mesma dimensão da dificuldade que tenho em expressar o que sinto. Realmente pensei que ninguém sentiria falta dos meus textos... Mas descobri que tem quem gaste tempo lendo o que escrevo. Agradeço, e continuo.